Leia os seus relatórios DMARC

Se o seu domínio tem um registro DMARC, os grandes provedores de correio mandam a você um relatório diário (um arquivo XML comprimido) listando todo servidor que enviou correio em nome do seu domínio. É a única lista que você vai receber de tudo que envia como você — inclusive as partes da sua própria empresa de que você já tinha esquecido.

Carregando a ferramenta…

Como funciona

  1. Salve os anexos de relatório da caixa postal que o seu registro DMARC indica (o endereço rua=), ou arraste-os direto da mensagem.
  2. Solte todos aqui de uma vez — .xml, .xml.gz e .zip são todos entendidos.
  3. Olhe primeiro as origens que falham: cada uma é ou algo seu que precisa de conserto, ou alguém falsificando o seu domínio.

Por que nada é enviado

Tudo o que esta página faz é executado por código que roda dentro da aba do seu navegador, com o mesmo motor que desenha as páginas web. O arquivo é lido do disco para a memória da aba, transformado ali e escrito de volta como um download. Ele nunca é enviado a lugar nenhum — nem para nós, nem para terceiros.

Comprove você mesmo

  1. Abra as ferramentas de desenvolvedor do navegador (F12) e escolha a aba Rede.
  2. Carregue o seu arquivo e rode a ferramenta.
  3. As únicas requisições que você vai ver baixam o código da própria ferramenta — e, em algumas ferramentas pesadas, o motor de código aberto delas a partir de um CDN público — mais um pequeno aviso de visita para loreatec.jp (endereço e título da página, nada mais). Nenhuma delas leva o seu arquivo.

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Perguntas frequentes

Por que os meus relatórios chegam como .gz e .zip?

O padrão deixa cada organização que reporta escolher. O Google manda .zip; a Microsoft e quase todos os outros mandam .xml.gz. Este leitor abre os três no navegador — o gzip pela descompressão do próprio navegador, o zip por uma biblioteca de código aberto embutida.

Uma origem mostra SPF aprovado e DMARC reprovado. Como?

É o que o DMARC chama de “alinhamento”. Passar no SPF quer dizer que algum domínio autorizou aquele servidor — mas o domínio verificado é o endereço de retorno escondido, não a linha From que os seus destinatários veem. O DMARC exige também que os dois combinem. Um serviço de envio que usa o endereço de retorno dele passa no SPF por si mesmo e falha o alinhamento para você. A correção é configurar um endereço de retorno próprio (return-path) junto ao serviço — ou apoiar-se no DKIM assinado com o seu próprio domínio.

O que devo fazer antes de passar para p=reject?

Toda origem que falha nesta tabela tem que ser identificada. Algumas serão legítimas — um servidor antigo, um CRM, um provedor de pagamentos, um scanner. Cada uma precisa de SPF ou DKIM configurados direito. O que sobrar depois disso é falsificação, e rejeitá-la é justamente o objetivo. Se você mudar para reject com origens não identificadas ainda na lista, correio de verdade vai se perder sem aviso.

Esses arquivos saem do meu navegador?

Não. Eles são descomprimidos e lidos aqui. Isso importa mais do que o normal com relatórios DMARC: eles contêm os endereços IP de tudo que envia em seu nome, o que é um mapa da sua infraestrutura.

E os relatórios forenses (ruf)?

Esses não são resumos — cada um é uma única mensagem que falhou, mandada a você como um e-mail comum. Abra um com o visualizador de .eml ou com o analisador de cabeçalhos. A maioria dos grandes receptores não os manda de jeito nenhum, por razões de privacidade.